Os "catecismos" do Carlos Zéfiro eram HQs pornográficas desenhadas a bico-de-pena e impressas em papel barato, e que nos anos 50 e 60 eram vendidas clandestinamente em barbearias e bancas de jornal.
As revistinhas de sacanagem eram conhecidas como catecismos porque faziam a iniciação sexual dos garotos daquela época. Os catecismos representam bem o espírito da época em que era considerado uma transgressão adquirir uma obra dessa. Acuado pela ditadura, Carlos Zéfiro produzia suas estorinhas, escondido, nas horas vagas.
O autor, o funcionário público Alcides Caminha, só assumiu que era Carlos Zéfiro em 1991, numa entrevista à revista Playboy. A partir daí, se conheceu mais sobre ele, um carioca boêmio e bom sambista, parceiro em composições de Nelson Cavaquinho.
Atualmente, os catecismo estão sendo republicados e estão a venda em algumas livrarias. A editora A Cena Muda irá premiar as melhores animações do FIAE com a coleção de Catecismo do Zéfiro.
Sexo de A a Zéfiro
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E.Citação
"Temos Viagra. Por que será que podemos ser excitados quimicamente mas não visualmente?"
James Ferman, censor.